
Estudo destaca que a reconstrução estética é parte fundamental do processo de cura emocional em pacientes oncológicos
A cirurgia plástica reparadora exerce papel fundamental na reabilitação de pacientes oncológicos, promovendo benefícios que vão além da estética, ao impactar diretamente a saúde física, emocional e a qualidade de vida.
Os achados demonstram que a cirurgia plástica reparadora contribui substancialmente para a melhora da autoestima, bem-estar emocional e reintegração social dos pacientes, reafirmando seu papel essencial no cuidado integral oncológico.
Benefícios das cirurgias reconstrutoras
O papel da cirurgia plástica reconstrutora na oncologia é essencial, pois permite, dentro de exéreses mais amplas, um melhor aproveitamento de tecidos vizinhos viáveis, utilizados na reconstrução. Essa abordagem complementa o tratamento oncológico, proporcionando ao paciente não apenas a restauração funcional e estética, mas também um cuidado mais humano, que contribui para a recuperação da autoestima e da identidade.
A associação entre cirurgia oncológica e cirurgia plástica tem se mostrado fundamental, especialmente para pacientes que enfrentam alterações corporais visíveis. Além de mitigar sequelas físicas, a reconstrução pode promover um impacto positivo no bem-estar emocional e na adaptação ao tratamento.
A incidência global de câncer continua a crescer. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2022 foram registrados mais de 20 milhões de novos casos em todo o mundo, com expectativa de aumento para 35 milhões até 2050. Receber esse diagnóstico costuma desencadear reações emocionais intensas, como medo, tristeza e sensação de impotência, podendo evoluir para quadros de depressão.
Essas reações emocionais, quando não adequadamente tratadas, comprometem o enfrentamento da doença, dificultam a adesão ao tratamento e aumentam o risco de desfechos negativos, como isolamento social, dor intensificada, prolongamento de internações e até risco de suicídio (NCCN, 2023).
A cirurgia plástica reparadora, nesses contextos, atua diretamente na restauração da imagem corporal, especialmente em áreas visíveis como mama e face. Esse processo favorece uma autoimagem mais positiva, contribuindo para a reintegração social e afetiva do paciente.
Além disso, a melhora estética associada à recuperação funcional tem impacto significativo sobre a saúde emocional, reduzindo sintomas como insegurança e sofrimento psicológico (Fingeret et al., 2013).
